Sublimação

Para estampar peças de roupa, o transfer é o procedimento mais popular depois da serigrafia. Mas, além da aplicação em tecido, ele também pode ser transferido para objetos como canecas e canetas. Há vários tipos de transfer, os quais podem ser impressos até mesmo com a serigrafia. Lembrando que o transfer nada mais é do que um veículo intermediário, um papel impresso, usado para transferir a imagem para outra superfície.
 TintaA tinta sublimática, usada nos transfers de mesmo nome, é sempre impressa no papel com impressoras digitais. Para as aplicações em vestuário e objetos, as impressoras de pequeno formato dão conta do recado.

Essas tintas, importadas, têm como principal característica a capacidade de sublimação (passagem do estado sólido direto para o gasoso). Um dos componentes mais importantes dessas tintas é a anilina, corante responsável por prover a sublimação.

Impressão 

Como todo transfer é um papel impresso, antes de aplicá-lo no objeto ou tecido deve ser feita a impressão da imagem nesse papel. A arte deve ser feita invertida, como se estivesse em frente a um espelho, para que depois da transferência ela fique no sentido certo. Isso é feito não somente para o transfer sublimático, mas para qualquer tipo de transfer.A impressora deve contar com cabeças de impressão piezoelétricas (as mais comuns nos equipamentos a jato de tinta) e boa resolução. Existem, também diversas impressoras de grande formato para impressão de papel transfer – ou até mesmo impressão sublimática direta em tecido. Mas esses equipamentos são mais usados em tecidos para comunicação visual.

Utilize sempre papel próprio para transfer sublimático. Se você utilizar papel sulfite, por exemplo, o resultado vai ser ruim. “O papel transfer para sublimação, se compararmos com sulfite, é muito mais brilhante e a aplicação fica com um aspecto muito mais bonito”, afirma Alexander Caruncho, diretor da Art Hot Transfer. “Com o papel sulfite, a imagem pode ficar meio esbranquiçada. E se a sublimação for feira na caneca, a tinta pode transpassar o papel sulfite – que é mais fino – e manchar a manta da prensa térmica”, adverte.

Transferência

A maior parte das tintas sublimáticas adere somente em tecidos que tenham fios sintéticos (poliéster) em sua composição. Mas já existem algumas soluções no mercado para fixar o transfer sublimático também em algodão.
Para aplicar o transfer, são usadas prensas térmicas. Em grandes formatos, essa transferência é feita por calandras. A temperatura da transferência e o tempo usado no processo podem causar variações de cor. Por isso, siga as indicações do produto.

Na termotransferência, a tinta sublima e fica impregnada na fibra do tecido. Para isso, o papel transfer é aquecido em temperaturas que variam entre 150 e 200 ºC. Os transfer sublimáticos só podem ser aplicados em tecidos claros. “Se você quiser fazer um fundo escuro, é preciso que essa cor escura já esteja no próprio transfer”, observa Caruncho.

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